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segunda-feira, 5 de julho de 2010

Amor só dura em liberdade. O ciúme é só vaidade

Araras são monogâmicas.  Humanos são?
Bem, apesar do título, esta pergunda é apenas uma das várias que, talvez, pudéssemos nos fazer quando o orgulho bate no peito e sobe à cabeça por causa de alguém.
Já afirmei e reafirmo que ninguém é de ninguém.
E esta afirmação não é vulgar, não é grotesca...  É uma verdade: somos livres.
Não pertencemos a ninguém.
Nossas ideias são únicas e, apesar de nos misturarmos quando nos apaixonamos.
Quem ama liberta.
E sabe por que?  Porque quem ama confia.
Amar...  amar é tão bom!
É emocionante a forma como somos preenchidos pelo amor.
Mas é horrível sentir que temos que dar satisfação de tudo pra alguém de quem gostamos.
É ridículo transformar quem amamos em nosso senhor feudal.
É ridículo escravizar-se propositalmente.  Entregar a chibata e a chave das algemas...
É tosco!
É fraco e feio.

Bonito é amar livremente e ficar junto quando se quer, porque se quer...  Não só pra não ficar sozinho.
Bom mesmo é amar e ficar lembrando e suspirando depois.
Não é bom mentir.  Mas quem pressiona seu amor, está sujeito às mentiras.
Eu já menti bastante.  Fui pressionada por quem não confiava em mim.
Não fiz nada que não fosse desaprovado socialmente, mas não falava a verdade pra não ter que dar trocentas explicações.
Não dou nem pra minha mãe, quanto mais pra marmanjo oO

Então, fica a dica pra quem quer viver feliz com alguém, pra quem quer multiplicar sorrisos e verdades e ficar livre de mentirinhas toscas: 'Amor só dura em liberdade, o ciúme é só vaidade' (Raul Seixas)

terça-feira, 2 de março de 2010

Tá monótono é? Sua culpa!

Sim, um dia lindo hoje.
Sol, algumas nuvens, temperatura agradável... Nem se compara a primeira semana de fevereiro.
Já estamos em março e a roda dos dias continua girando tão devagar que, de vez enquando, um dia parece igual ao outro.
Mas não é pra escrever sobre mesmice que eu acordei hoje, é pra escrever sobre mudança!

Mudança de atitudes, de personalidade... Não de valores, mas de hábitos.
Velhos hábitos tornam os dias iguais. Tipo tomar café fresquinho feito em casa todos os dias, trabalhar, almoçar... Um dia a gente precisa trocar o café, comprar um almocinho mais leve e levar pra beliscar à tarde... Parar de fingir que política, saúde e educação funcionam e que a beleza da nossa cidade é suficiente pra esquecer que nossos vereadores 'legislam superficialmente' [Veja o artigo 'Legislando Superficialmente' do nosso amigo Henrique no Blog Piratas do Itajaí. Este meu texto foi inspirado por ele e pelo livro 'O Mundo de Sofia, do Jostein Gaarder'].

A superficialidade das nossas preocupações estão nos tirando o foco!
Cabelo, roupa, carro, tênis, marcas, festas, ser forte na frente dos outros, parecer ser inteligente - independente de saber que, na real, não sabe lhufas, mostrar que é quem gostaria de ser - mesmo que não seja, mesmo que não se esforce pra mudar... Uma infinidade de coisas que incluem um 'emprego fixo', andar com um livro grosso na bolsa - mesmo que seja de piadas, ter um meio de condução - bonito, gastador e fumacento, ter um agregado [um par] bonito - inteligente ou não e, de preferência, menos inteligente que você, ter uma casa bonita - mesmo que sua família esteja sempre se matando, doente de respeito e carinho...

O interessante é que, mesmo quando se consegue ostentar tudo o que se quer mostrar, falta algo, não falta?
É que os seres humanos não se contentam em saber que tem algo. Nós precisamos saber quem somos, nós queremos, bem lá no fundo, é saber por que estamos aqui, nesse mundo. Por que será que vivemos? Pra quê? Será que existe um destino? Será que a alma é eterna? Será que a terra é um organismo vivo? Será que nosso sistema político é inteligente? Como será que ele poderia ser melhorado, pra gente viver melhor na sociedade?
Como dói o cucuruto pensar em coisas que realmente importam, né?
Dá um pouco de raiva pensar nisso tudo por um motivo simples: a resposta não é óbvia! Ela exige que se pense de verdade, que se use a razão pra algo mais que escolher a cor da calça e a balada do findi.
Pensar sobre coisas que nos importam superficialmente ocupa um espaço precioso da nossa mente. Um espaço que poderia ser usado para ter mais que ideias, um espaço da mente que nos faria, após raciocinar sobre 'o como', entrar em ação.
Afinal, aprendi com um amigo psicólogo, num texto que ele me deu que 'Pensamento não é ação. Ação é ação.'
Estamos presos aos conceitos que os outros tem sobre o que é ou não importante.
Perdemos, dia após dia, a capacidade de raciocinar por nós mesmos.
Perdemos a personalidade e nos abrimos tanto às egrégoras onde vivemos, que não somos nada mais do que um ponto dentro delas: parte da egrégora, do grupo, dos pensamentos destes grupos.
Seres com identidade massificada pela família, amigos, trabalho... por toda a sociedade.
Mas é que é mais fácil do que ter os próprios conceitos!
Até que ponto é importante estar 'apresentável'?

Bem, eu tenho uma entrevista e preciso fazer as unhas.
E quebro a cabeça, rodo e rodo os pensamentos e acabo em 'fazer as unhas'.
Alguém me bate, por favor?

[Quanta demagogia para uma pessoa só!]

o.O

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Precisamos respeitar as diferenças

Conheci um rapaz muito interessante. Ele é igual a todo mundo.
Amigo de uma amiga, ele é bastante eloquente e, como temos um hábito alimentar semelhante, já começamos a filosofar.
Ele começou - não lembro como - falando do egoísmo do ser humano, de como rejeitamos as diferenças que, na verdade, são tão legais.
Aprendemos tanto com elas, né?
Esse hábito que temos em comum é... é que... não comemos carne.
Gaguejo também quando falo, porque tenho até medo - e não sou cagona - da reação de algumas pessoas.
Mesmo eu não fazendo piadinhas, nem tentando mudar ninguém, o povo gosta mesmo de viver no véu da ignorância onde todos PRECISAM ser iguais ou podem, no máximo, fingir que são diferentes O_o
Voltando ao amigo da minha amiga: ele não come carne e começou seu discurso vegetariano:
- Porque esse pessoal que não come carne e diz que é amor aos animais é uma piada!
Eu abri a boca, mas não consegui interromper. Ele continuou mostrando sua posição, eloquente que era, e eu quase que não consigo falar.
Meu amigo que tinha ido comigo [não o amigo da minha amiga, um outro amigo] pra conversarmos, não abriu a boca.
Mas também! Se eu que falo demais não conseguia interromper a criatura, imagine ele que é mais pacato?
Bom, então tá. Vou concluir minha ideia:
Todo mundo fala em respeitar as diferenças, mas quem gosta desse discurso, às vezes não deixa os outros sequer falarem o que pensam.
Respeite, ouça e aprenda.
De que adianta você respeitar se não ouve nada e não aprende nada com isso?

Gente comunicativa fala bastante. Gente burra não deixa os outros falarem e passa muito tempo sem aprender nada.
Acho que meu amigo, aquele que foi comigo, é o mais esperto, pois quase não abriu a boca depois que o tagarela chegou.
Eu interrompi ele, porque já tava viajando demais.
Interrompi porque já tinha ouvido demais. E interrompi bem autoritária e expliquei pra ele como funciona pra mim.
Mas expliquei rapidinho, porque já queria ir embora mesmo.
Confesso que expor meu ponto de vista foi desperdício de saliva. Também é verdade que interromper é coisa de tagarela, como ele... Mas eu fiquei irritada: ninguém aguenta muito tempo alguém tapado E tagerela.
Depois da minha explicação, ele continuou falando, como se ninguém tivesse dado um piu O_o

Aprender a ouvir e tentar realmente entender o que estão dizendo é um exercício diário que ensina moOoOoito ;)

Se você quer tagarelar, comenta aê ^^!